Mais um
Tudo bem simples, tudo natural. E embalada por esta nobre balada eu arrisco começar. Não sei sobre o quê quero falar, não sei para quem estou falando, só sei que preciso disto, mas também não sei porquê. Mas isto também é irrelevante, posto que eu não preciso de razões, eu não preciso de razões cegas; preciso apenas de um pouco mais do que de mim mesma. Preciso de alguém que não sei quem é, de algo que ainda não comprei, de um lugar que há muito eu não visito. Em virtude de todo esse colapso que sofri que balançou os meus dias, eu passei a buscar estratégias para me desvencilhar do foco que estava tendo nos problemas e comecei a me concentrar nas soluções. Apesar de isto me lembrar exatas – disciplinas nas quais não tenho tido bom rendimento escolar – sei que soluções são o meu objetivo e terei infinito mérito ao conseguir encontrá-las. Estou tentando retomar o velho hábito de ter escritos à mão, mesmo valorizando as letras padronizadas e organizadas de uma página na web. Nada substitui um bom e velho caderno, uma boa e velha caneta, uma boa e velha hora de imaginação. Tenho usado as noites antes de dormir, da mesma maneira que costumava fazer e acho que será uma ótima ideia voltar a externar os meus pensamentos sem me preocupar com o que os outros acharão deles; estes pertencem a mim, e só a mim. Nada nem ninguém interferirá nem se tornará responsável por palavra nenhuma que eu escrever ali. Todas aquelas páginas são minhas e farei o que quiser com elas. Elas são minhas. E é isto, talvez este leve desabafo sobre a responsabilidade das produções de minha autoria tenha sido o meu objetivo principal de todas estas linhas quase inúteis. Ainda bem que disse quase; não foram. Nada – e eu digo nada quando é nada mesmo – nada é em vão…
E essa nostalgia me envolve, me engole, me derrota!
T.